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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CD – Blues Etílicos – Dente de Ouro

Já falei aqui no blog anteriormente do disco solo do gaitista Flávio Guimarães, Little Blues, e hoje falo de um dos melhores discos da sua banda, o Blues Etílicos, chamado Dente de Ouro. Esse é o quinto trabalho da banda carioca que foi um dos grandes nomes do Blues nacional na década de 90. Dente de Ouro segue um pouco a linha do disco anterior, o igualmente bom Salamandra, só que desta vez mesclando um pouco mais com os ritmos brasileiros.

Abrimos o disco com It’s My Soul, um blues bem moderno cantado em inglês bem swingado seguido por O Sol Também Me Levanta, cheio de slide guitar e com uma letra falando da ressaca e suas consequências. Cachorrada é um instrumental competente com um toque de R&B graças ao acompanhamento de metais antecendo a faixa que da nome ao disco. Dente de Ouro, é uma letra cantada em rodas de capoeira que ganhou uma versão inusitada na junção do Berimbau com o violão e a gaita, uma das melhores (senão a melhor) músicas do disco!

Dromedário é outra instrumental com uma levada meio funk na guitarra abusando do Wah-Wah e um solo maravilhoso de gaita de Guimarães seguida de Misty Mountain, uma viagem psicodélica numa linda balada cantada em inglês.  Texas Frogs é mais uma faixa instrumental, mais rápida e num estilo um pouco mais rock enquanto It Ain’t Easy já volta para o blues mais tradicional, novamente em inglês.

O disco segue excelente com Willian’s Influence, mais uma faixa instrumental, dessa vez com pitadas de Jazz antecedendo a uma versão de Canceriano Sem Lar, de Raul Seixas mais uma vez abusando do slide. Albert’s Mix é um take de apenas de 53 segundos servindo de introdução para Águas Barrentas referência ao apelido de McKingley Morganfield, o glorioso Muddy Waters. Mambo Chutney, como o próprio nome diz, é uma referência à música latina, também instrumental.

Fechando o disco, mais 4 faixas excelentes com Liberdade, mais uma com letra cantada em português, Elefante, mais uma curto take instrumental, Cerveja, blues bem swingado falando da bebida preferida dos preferidos e por último, Little Martha a última instrumental com um blues acústico e mais um show à parte do gaitista Flávio Guimarães.

Um dos grandes discos do Blues nacional, na melhor fase do Blues Etílicos, que depois de um tempo deu uma sumida do cenário musical, gravando apenas mais 2 discos. Ao todo são 17 faixas com diversas influências mas com uma qualidade musical que impressiona. De qualquer forma, se você aprecia o gênero, e não tem preconceito de ouvi-lo mesclado com outros estilos, vale a pena dar uma garimpada para encontrar esse disco. Recomendo!

Lista de músicas:
01. It’s My Soul
02. O Sol Também Me Levanta
03. Cachorrada
04. Dente de Ouro
05. Dromedário
06. Misty Mountain
07. Texas Frogs
08. It Ain’t Easy
09. Willian’s Influence
10. Canceriano Sem Lar
11. Albert’s Mix
12. Aguas Barrentas
13. Mambo Chutney
14. Liberdade
15. Elefante
16. Cerveja
17. Little Martha

Onde: N/A

Quanto: N/A

Capa do CD

terça-feira, 31 de julho de 2012

CD – Flávio Guimarães – Little Blues


Um dos melhores discos de blues nacional que eu conheço, esse trabalho solo do gaitista carioca Flávio Guimarães do Blues Etílicos acompanhado por alguns dos seus companheiros de banda e com convidados especiais como Ed Motta, Sugar Blue, Frejat e Paulo Moura. Conheço esse disco há muito tempo, mas só fui comprá-lo ano passado pois era um item meio sumido nas lojas de discos tradicionais e que foi relançado 15 anos depois do lançamento. Ainda assim só encontrei numa loja especializada em gaitas no bairro do Embaré em Santos chamada Harmonica Master (se vc é gaitista, tem que ir lá).

Falando do disco em si, tecnicamente ele é perfeito, até pela qualidade dos músicos que estão presentes aliado ao repertório que, além de composições próprias tem alguns clássicos do Blues como Baby Please Don’t Go e o tradicionalíssimo Hoochie Coochie Man e ainda um grande clássico do JAZZ, Take Five. De cara o disco abre com Telephone Blues e Take Five, a primeira um blues bem tradicional, já a segunda é um JAZZ instrumental numa versão um pouco mais blueseira tocada na gaita cromática assim como a seguinte Blues Jam for Charlie.

Na faixa 4 temos a participação de Ed Motta nos vocais de Honest I Do que ficou excelente já que ele não abusa tanto dos solos vocais concentrando mais no vocal propriamente dito. Mais adiante temos a rápida e swingada Free Delay, Hoochie Coochie Man provavelmente o blues mais regravado da história que aparece aqui numa versão bem moderna seguida pela ótima Sick and Tired. Surfing é outra ótima faixa instrumental que antecede outro clássico, Baby Please Don’t Go e mais adiante uma bem conhecida da MPB, Na Baixa do Sapateiro.

Fecham o CD mais três músicas instrumetais, Tin Sandwich Swing e Russo’s Blues, mais voltadas para o JAZZ e Blues pra Márcia encerrando o disco no Blues propriamente dito. Um disco para os amantes do Blues e gaitistas em geral, ideal para que gosta também de um som mais instrumental já que nem todas as faixas têm vocais. Recomedo!

Lista de músicas:
01. Telephone Blues
02. Take Five
03. Blues Jam for Charlie
04. Honest I Do
05. Blue Stu
06. Free Delay
07. Hoochie Coochie Man
08. Sick and Tired
09. Surfing
10. Baby Please Don’t Go
11. Hand Jive
12. Na Baixa do Sapateiro
13. Tin Sandwich Swing
14. Russo’s Blues
15.
Blues pra Márcia

Onde: Harmonica Master – Av. Dr. Epitácio Pessoa, 172 lj 40, Santos-SP
Quanto: R$17,00

Capa do CD:
Flávio Guimarães