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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CD – Raul Seixas – Metrô Linha 743

Primeiro post do blog sobre o “Pai” do Rock Nacional, Raul Seixas. Metro Linha 743, lançado em 1984 pela Som Livre, traz um Raul um pouco mais acústico com várias faixas mais focadas no R&B e sem tantos efeitos ou guitarras, mas sem perder a musicalidade brasileira que sempre caracterizou sua obra. Polêmico como sempre em suas letras questionadoras, a faixa Mamãe Eu Não Queria chegou a ser censurada por um tempo devido ao seu conteúdo político.

O disco abre com a faixa título, basicamente acústica, com Raul contando a história dos “caçadores de cabeça”, canibais que comem o cérebro de pessoas ainda vivas. Na sequência, Um Messias Indeciso, uma bela canção falando de religião, seguida da bem humorada Meu Piano. Quero Ser O Homem Que Sou mostra um estilo voltado para o country, novamente com o violão em destaque.

O disco segue com Canção do Vento, com uma batida simples no violão e um vocal acompanhado com um coro feminino em alguns momentos seguida pela bem humorada Mamãe Eu Não Queria, onde Raul critica abertamente a ditadura e a obrigatoriedade de prestar o serviço militar. Mas I Love You (pra ser feliz) é uma balada com toques de blues suave seguida pela ótima Eu Sou Egoísta com uma levada mais rápida e um vocal mais agressivo.

Fechando o disco temos O Trem Das Sete, uma balada poética que tem boa parte cantada em coro no início e A Geração Da Luz, uma das melhores do disco, com uma pegada R&B recheada de metais e uma levada blues na guitarra. Na versão que comprei ainda consta a faixa-bônus Anarkilópolis, em que Raul conta uma história tipo faroeste intercalada com trechos de Cowboy Fora Da Lei numa versão bem humorada. Um dos grandes discos do mestre do Rock Nacional, obrigatório para qualquer um! Recomendo!

Lista de músicas:
01. Metrô Linha 743
02. Um Messias Indeciso
03. Meu Piano
04. Quero Ser O Homem Que Sou
05. Canção do Vento    
06. Mamãe Eu Não Queria         
07. Mas I Love You (Pra Ser Feliz)
08. Eu Sou Egoísta
09. O Trem Das Sete
10. A Geração Da Luz
11. Anarkilópolis (Cowboy Fora Da Lei-Parte 2)*
*Faixa bônus

Onde: Submarino.com

Quanto: R$13,90

Capa do CD

segunda-feira, 15 de julho de 2013

CD – Velhas Virgens – Foi Bom Pra Você?

Primeiro disco da banda de rock paulistana Velhas Virgens, famosa pelo conteúdo das suas letras recheadas de histórias sobre sexo e bebedeiras. Com participações especiais de Marcelo Nova e Osvaldo Vechione, Foi Bom Pra Você conta com 14 músicas entre próprias e covers além do maior hit da banda, B.U.C.E.T.A..

O disco já começa bem com um rockão de primeira em Só Pra Te Comer num hard rock rápido meio anos 70 seguida por Vamos Beber que começa com uma combinação de gaita e guitarra e um vocal rasgado de Paulão, vocalista da banda. Na sequência, De Bar Em Bar Pela Noite conta com a participação de Marcelo Nova acompanhada de uma das minhas preferidas desse disco, Blues A Perigo, que como o próprio nome diz é um blues sobre a falta de sexo na vida de um homem!

O disco segue com Excesso de Quorum, numa mistura de rock e blues seguida de Quanto Mais Quente Melhor com um começo mais Jazz com uma introdução de saxofone e que vira um rock clássico no decorrer da música no estilo de Little Richard e Bill Haley. Morena Lúcifer é mais um hard rock tradicional enquanto Cerveja Na Veia volta um pouco mais para o blues novamente com mais um solo de gaita.

A faixa seguinte é o maior hit da Velhas Virgens com o bluesão B.U.C.E.T.A., cujo nome fala por si. Minha Vida é Rock n’ Roll é um cover do Made In Brazil com participação do próprio Osvaldo Vechione num versão excelente. What You Said segue o estilo das anteriores só que cantada em inglês. O disco fecha com pesada A Gang seguida da balada Maldita Ressaca e mais um belo rock n’ roll com Essa Tal Tequila, cantada no melhor portuñol!

Um dos grandes discos do Rock Nacional na minha opinião! Além das letras bem humoradas (embora machistas para a maioria) a música também é de primeira com um excelente rock n’ roll com pitadas de blues! Se você curte o bom e velho rock brazuca, não pode deixar de ter esse disco, indispensável para todos os roqueiros!

Lista de músicas:
01. Só Pra Te Comer
02. Vamos Beber
03. De Bar em Bar Pela Noite
04. Blues a Perigo
05. Excesso de Quorum
06. Quanto Mais Quente Melhor
07. Morena Lucifér
08. Cerveja Na Veia
09. B.U.C.E.T.A.
10. Minha Vida é Rock n’ Roll
11. What You Said?
12. A Gang
13. Maldita Ressaca
14. Essa Tal de Tequila

Onde: Carrefour Morumbi

Quanto: R$9,90 

Capa do CD

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CD – Legião Urbana – As Quatro Estações


Lançado após o maior sucesso comercial da Legião Urbana, Que País é Esse, o disco As Quatro Estações mostra o início da evolução no som da banda o que se consolidaria no LP seguinte, V (cinco). Esse disco apresenta grandes sucessos da Legião como Pais e Filhos, Eu Era Um Lobisomem Juvenil e Há Tempos.

“Parece cocaína, mas é só tristeza” canta Renato Russo no primeiro verso de Há Tempos, que abre o disco numa faixa Pop/Rock no melhor estilo Legião e que tocou bem nas rádios na época, mas não tanto quanto a faixa seguinte, Pais e Filhos, até hoje um dos maiores sucessos da banda. Feedback Song For A Dying Friend tem um começo meio psicodélico com uma sonoridade indiana que remete aos Beatles antes de entrar num riff bem distorcido com um solo quase Heavy Metal com Russo cantando em inglês. Em seguida outro hit com a balada Quando o Sol Nascer Na Janela do Seu Quarto.

Eu Era Um Lobisomen Juvenil é a melhor música do disco na minha opinião com mais de 6 minutos de duração numa canção que muda o andamento com partes mais leves e outras mais pesadas. 1965 (duas tribos) é um rock bem rápido seguido de Monte Castelo, com a letra baseada numa poesia clássica portuguesa de Camões. Na sequência temos Maurício numa levada meio eletrônica voltando ao estilo de pop/rock dos anos 80.

Fechando o disco, mais um grande sucesso com Meninos e Meninas, seguido por Sete Cidades e por último a balada Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar. Considero esse um disco de transição da Legião ficando entre o rock de protesto do Qua País é Esse e a psicodelia de V. Um bom exemplo disso é que 6 das 11 músicas viraram hits, mais da metade do disco! Um marco do rock nacional, indispensável na prateleira de qualquer um!

Lista de músicas:
01. Há Tempos
02. Pais e Filhos
03. Feedback Song For A Dying Friend
04.
Quando O Sol Bater Na Janela do Seu Quarto
05. Eu Era Um Lobisomen Juvenil
06. 1965 (Duas Tribos)
07. Monte Castelo
08. Maurício
09. Meninos e Meninas
10. Sete Cidades
11. Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar

Onde: N/A
Quanto: N/A

Capa do CD

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Especial LP – Sepultura – Chaos A.D.


Quinto álbum de estúdio da banda brasileira de Trash Metal Sepultura, Chaos A.D. é o meu disco preferido da banda, sucessor do ótimo Arise e o penúltimo com a formação clássica que tinha os irmãos Cavallera, Igor e Max, juntamente com Andreas Kisser e Paulo Jr. Foi nesse disco que a banda deu uma abordagem diferente à sonoridade do Metal integrando elementos da música brasileira, principalmente indígena, tanto na bateria como no violão em algumas faixas, o que ficaria ainda mais evidenciado no disco seguinte, ROOTS.

O disco abre com as batidas do coração de Zyon, filho de Max Cavallera, tiradas de um Ultrassom feito pela mulher do vocalista, Gloria servindo de introdução para Refuse/Resist que já começa com Igor mostrando uma mudança radical no estilo de tocar bateria que se tornaria a marca registrada desse disco e do seguinte. Na sequência temos Territory, um dos hits do disco que segue a mesma linha da faixa anterior e Slave New World com um início lento com no melhor estilo Black Sabbath para depois entrar num riff rápido e preciso.

Amen tem um vocal diferente no começo, meio declamado, antes de Max voltar com o gutural tradicional antecendo a polêmica Kaiowas, música instrumental e acústica com violões e percussão, alvo de muitas críticas dos fãs mais radicais na época. Propagando volta com o peso tradicional do Sepultura com a bateria mais “normal” abusando do pedal duplo acompanhando a velocidade do riff alucinante de Andreas kisser seguida de Biotech is Godzila, também voltando ao Trash mais tradicional.

Nomad é uma das melhores músicas do disco começando com uma introdução rápida e depois entrando num riff um pouco mais lento e cadenciado. We Who Are Not As Others é uma faixa quase instrumental que repete a mesma frase a partir do 2º minuto acompanhado de um riff dedilhado e distorcido, enquanto Manifest é super rápida e fala sobre o famoso Massacre do Carandiru com Max gritando à plenos pulmões “Pavilhão 9”!

O disco fecha com The Hunt num estilo um pouco mais Hard do que Trash e Clenched Fist, outra ótima faixa. No CD, ainda tem 2 faixas extras com uma versão para Polícia, dos Titãs, e uma outra apenas com risadas dos integrantes, provavelmente influenciadas por alguma sustância ilegal, rssss!

Esse foi um dos últimos LPs que comprei, até voltar a comprar novamente alguns anos atrás, posteriormente comprei também em CD devido aos extras, já que a versão de Polícia não constava na versão em LP. Considero esse o melhor disco do Sepultura, e um dos melhores do Trash, pela sonoridade específica que apresenta principalmente na bateria. Recomendo a todos os amantes do Heavy e do Trash, menos os mais radicais, que provavelmente vão achar um disco estranho para os padrões do gênero.



Lista de músicas:
01. Refuse/Resist
02. Territory
03. Slave New World
04. Amen
05.
Kaiwoas
06. Propaganda
07. Biotech is Godzila
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt
12. Clenched Fist
Bonus Tracks
13. Polícia
14. No Name

Onde: Galeria do Rock
Quanto: N/A 

Capa

terça-feira, 19 de março de 2013

CD – Made In Brazil – Acervo Especial (coletânea)


Uma das primeiras bandas de Rock Nacional surgida em SP no final dos anos 60, o Made In Brazil dos irmãos Osvaldo e Celso Vecchione é um dos grupos mais influentes do rock brasileiro, sobrevivendo ao passar dos anos com várias formações, a banda é responsável por alguns clássicos, sendo (provavelmente) o maior deles A Minha Vida é Rock n’ Roll, que posteriormente foi regravada pela banda das Velhas Virgens.

Nessa coletânea da série Acervo Especial lançada originalmente em 1994, aparecem 14 sucessos do Made in Brazil englobando músicas dos 4 primeiros discos da banda lançados entre os anos 70 e começo dos 80. Influenciados pelos grandes do Rock como Rolling Stones e The Animals e do Blues como Muddy Waters e Howlin’ Wolf, eles começaram com uma banda cover cantando os sucessos da época até começarem a escrever suas próprias letras em português em composições próprias.

O disco começa com a faixa título do segundo LP da banda, Jack, O Estripador, com um riff bem Hard Rock acompanhado de metais e com a letra contando a história do lendário assassino de Whitechapel. Anjo da Guarda é bem parecida com Burning Love, do Elvis na introdução para depois entrar num rock básico e direto enquanto Amanhã é Um Novo Dia é um Blues bem chorado com gaita e piano com um começo lento que depois muda para uma balada rock romântica para, só no final aumentar o ritmo terminando em fade.

O Rock de São Paulo vem com um estilo mais voltado para o Country, mostrando toda a versatilidade da banda, Os Bons Tempos Voltaram volta ao Blues numa batida lenta acompanhada de gaita e uma guitarra com slide dando um toque interessante à música. Seguimos com Tudo Bem – Tudo Bom, uma música com mais cara de anos 70, um pouco mais pesada que as anteriores tanto no riff quanto no vocal e a faixa seguinte vem com um hino sobre a própria banda com Uma Banda Made in Brazil e seu refrão clássico “Essa é uma banda Made in Brazil, só pra tocar Rock n’ Roll!”.

A segunda metade da coletânea começa com o maior clássico da banda, Minha Vida Rock é Rock n’ Roll, hit que posteriormente ganhou uma versão do Velhas Virgens com a participação do próprio Osvaldo acompanhada de uma versão inusitada do clássico de Ary Barroso, Aquarela do Brasil. Na sequência, Vou Te Virar de Ponta Cabeça vem com um riff bem hard e carregado de distorção seguida de Comendo a Poeira da Estrada, outro Blues bem tradicional e Gasolina, um rock clássico e rápido!

Fechando o CD, uma versão inusitada de um hit do Yardbirds A Certain Girl, que na versão em português do Made ganhou o nome de Mickey Mouse, a Gata e Eu e por último, um hino à cidade de São Paulo com Paulicéia Desvairada, um rock ao estilo clássico dos anos 60 com um andamento rápido levado pela bateria, sax e piano encerrando a compilação com chave de ouro! Um disco que é um documento histórico sobre as origens do rock nacional, não sei se ainda é possível encontrar essa ou alguma outra coletânea do Made in Brazil, mas vale a pena! É Rock na cabeça!

Lista de músicas:
01. Jack, O Estripador
02. Anjo da Guarda
03. Amanhã é Um Novo Dia
04. O Rock de São Paulo
05. Os Bons Tempos Voltaram
06. Tudo Bem – Tudo Bom
07. Uma Banda Made in Brazil
08. Minha Vida é Rock n’ Roll
09. Aquarela do Brasil
10. Vou Te Virar de Ponta Cabeça
11. Comendo a Poeira da Estrada
12. Gasolina
13. Mickey Mouse, a Gata e Eu
14. Paulicéia Desvairada

Onde: TOP Discos – Gonzaga, Santos
Quanto: R$7,90

Capa do CD

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

EP – INSONES – Além da Barreira do Som


Em primeira mão aqui no Colecionarock, lançamento do mais novo EP da banda paulistana INSONES, liderados pelo vocalista/guitarrista Allison Insone e com mais de 10 anos de estrada na noite de SP. Nesse novo EP, os INSONES seguem com sua influência no Hard Rock e em bandas do rock nacional dos anos 70 como o Made in Brazil. A banda, que além do líder Allison conta com Ruy Kitagawa (bt), Gilson Insone (bx), Christian Freiesleben (gt) e Karin Pezy (vc) gravou as 4 faixas do EP no próprio estúdio dos Insones no bairro do Ipiranga, o estúdio68, onde eles também abrem espaço para ensaios e gravações de outras bandas.

O EP abre com a faixa Fim Não Há começa com um ótimo riff de guitarra e com o andamento aumentando e diminuindo durante a música e um bom solo de guitarra, uma música com a cara do Rock Paulistano, alternativo, hard! Em seguida temos 180, com destaque para o baixo e a letra falando de carros, estradas e mulheres, nada mais Rock n’ Roll costurado por uma guitarra “nervosa” durante toda a música. Psicografando é outra ótima música, mais swingada cheia de contratempos e uma boa dinâmica entre vocal e backing.

Por fim, a faixa-título Além da Barreira do Som é disparada a melhor do disco com uma sonoridade meio punk e um “la-la-la” agressivo cheio de efeitos de voz no refrão que encerra o EP com chave de ouro. Um excelente trabalho dos INSONES, que aos poucos tem conquistado seu espaço com shows cada vez mais frequentes. Uma banda que merecia um maior destaque no cenário nacional, mas infelizmente no Brasil nem sempre qualidade musical é que conta, haja visto a enxurrada de Tch-Tchá-Tchás e Tche-Re-Tche-Tches que somos obrigados a ouvir por aí! Disponível para Download e Streming via SoundCloud.

Lista de músicas:
01. Fim Não Há
02. 180
03. Psicografando
04. Além da Barreira do Som

Onde: SoundCloud / Contatos: www.estudio68.com.br / insones68@hotmail.com

Capa do EP


Foto Divulgação


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Especial LP – Titãs – Titãs


No último final de semana ocorreu o show comemorativo aos 30 anos de carreira da banda paulistana Titãs. Em homenagem a esse aniversário tão especial, o post de hoje é dedicado ao primeiro disco da banda, lançado em 1984 com clássicos como Sonífera Ilha e as primeiras versão de Marvin e Go Back. Nesse disco o baterista foi André Jung, que posteriormente trocaria de posto com Charles Gavin indo para o Ira! com Gavin assumindo as baquetas dos Titãs a partir do disco seguinte, Televisão.
                                              
O Lado A começa com Sonífera Ilha, primeiro hit da banda com sua levada de guitarra quase funk e um refrão super fácil para emendar na 1ª versão de Marvin, bem diferente da que fez sucesso anos depois no disco Go Back de 1988. Segue o lado com Babi Índio e sua introdução “Babi Índio Enjoy Selva Coca-Cola", Go Back, também em outra versão da que saiu no álbum homônimo já citado e fechando com a descontraída Pule.

Já no Lado B temos outro hit com o reggae de Querem Meu Sangue, parceria de Nando Reis e Jimmy Cliff, que no acústico fez uma participação especial nessa música. Na sequência Mulher Robot, abusando dos efeitos de teclado para dar um toque mais high tech na música e a balada Demais, bem lenta e romântica e Toda Cor, que foi outra faixa que se tornou hit da época. Para encerrar, uma versão em português muito bem humorada de The Ballad of John & Yoko dos Beatles trocando o refrão  e por último Seu Interesse, cuja letra brinca com o assédio após o sucesso.

Ótimo LP, principalmente por se tratar de um disco de estreia, dá para notar uma sonoridade diferente e que a banda, até por sua exótica formação de 8 integrantes seria um grande sucesso! Comprei esse disco há mais de 20 anos, portanto não tenho como lembrar, nem onde, nem por quanto, muito menos qual era a moeda da época, de qualquer forma ainda é possível encontrá-lo em CD no site da Americanas. Parabéns Titãs pelos 30 anos de sucesso e muito Rock n’ Roll!

Lista de músicas:
Lado A
01 – Sonífera Ilha
02 – Marvin
03 – Babi Índio
04 – Go Back
05 – Pule
Lado B
06 – Querem Meu Sangue
07 – Mulher Robot
08 – Demais
09 – Toda Cor
10 – Balada Para John & Yoko
11 – Seu Interesse
                               
Onde: N/A
Quanto: N/A (R$24,90 na Americanas.com)

Capa do LP

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CD – Legião Urbana – Música para Acampamentos (duplo)


Lançado em 1992, comprei apenas recentemente esse disco duplo da Legião Urbana, com versões ao vivo e acústicas gravadas em shows e especiais de Rádio e TV, tendo algumas faixas posteriormente lançadas no próprio Acústico MTv da banda de Brasília. Ao todo são 20 faixas, 10 em cada CD com todos os hits da Legião em versões alternativas em boa qualidade de gravação e em muitas delas com os comentários bem humorados de Renato Russo nos intervalos entra as músicas.

Disco I

No CD 1 temos 3 faixas do acústico MTv; O Teatro dos Vampiros, Eu Sei e Índios junto com 2 versões gravadas no show do Parque Antártica em 1990 que são as faixas que abrem o disco com Fábrica e Daniel na Cova dos Leões. Destacam-se também Ainda é Cedo gravada em um show no Morro da Urca no RJ em 1986 e uma versão de A Montanha Mágica transformada num medley que inclui trechos de You Lost That Lovin Feeling, Jealous Guy e Ticket to Ride.

Disco II

No segundo disco, mais duas que posteriormente fariam parte do acústico; Mais do Mesmo e On the Way Home, Música Urbana 2 é gravada de um especial da Rádio Cidade e A Dança de um especial da Transamérica. Metade do CD foi tirada também do show do Parque Antártica como Maurício, Há Tempos, Pais e Filhos e Soldados, outra que virou medley com trechos de Blues da Piedade do Barão Vermelho, Faz Parte do Meu Show, de Cazuza e Nascente, creditada a Arnaldo Antunes.

Um excelente documento da história de uma das maiores bandas de rock do Brasil mostrando como o estilo foi importante para a juventude brasileira nos anos 80/90. Comprei por um preço muito bom no site da Saraiva para um disco duplo. Item obrigatório para qualquer admirador do Rock brasileiro!

Lista de músicas:
Disco I
01 – Fábrica
02 – Daniel na Cova dos Leões
03 – A Canção do Senhor da Guerra
04 – O Teatro dos Vampiros
05 – Ainda é Cedo
06 – Gimme Shelter
07 – Baader-Meinhof Blues
08 – A Montanha Mágica
09 – Eu Sei
10 – Índios

Disco II
01 – A Dança
02 – Mais do Mesmo
03 – Soldados
04 – Música Urbana 2
05 – On the Way Home
06 – Maurício
07 – Há Tempos
08 – Pais e Filhos
09 – Faroeste Caboclo
10 – Exit Music Rapsody in Blue
                               
Onde: Saraiva.com
Quanto: R$12,90 

Capa do CD

terça-feira, 28 de agosto de 2012

CD – Titãs – Acústico MTv - Vol. I e II


O post de hoje é dedicado aos 2 discos acústicos dos Titãs, lançados no final da década de 90 entre os anos de 1997 e 1998, sendo que o 1º deles é considerado um dos melhores de todos os acústicos nacionais junto com o dos Paralamas, o da Legião e o do Capital Inicial. Os 2 discos cobrem todo o repertório da banda até aquele momento e contam com participações especiais de artistas de peso como Jaques Morelembaum, Liminha, Marisa Monte, Jimmy Cliff, Flávio Guimarães e o ex-Titã Arnaldo Antunes.

Vol. I

No primeiro, entre músicas completas e pequenos trechos cantados nos intervalos entre elas são mais de 20 sucessos do Titãs feitas de forma acústica em releituras brilhantes principalmente nas faixas mais pesadas. Desde a abertura com Comida, até o encerramento com Televisão a banda e seus convidados fazem um show completo com hits, baladas e improvisações destacando Go Back (cantada em espanhol), Família, Marvin, Homem Primata entre outras. Cabeça Dinossauro, Polícia e Bichos Escrotos aparecem apenas em pequenos trechos cantados entre uma música e outra, algumas vezes a pedido do público.

Destaques para esse primeiro disco para as participações mais do que especiais de Arnaldo Antunes em O Pulso, Marisa Monte com uma interpretação belíssima em Flores e a inusitada parceria com o reggae man Jimmy Cliff cantando em inglês em Querem Meu Sangue. Vale ressaltar que na época, os Titãs contavam com praticamente todos os integrantes já que ainda faziam parte da banda Nando Reis e Charles Gavin além de Marcelo Fromer que morreria atropelado anos depois. Kit com CD e DVD com o show completo.

Vol. II

No segundo disco, lançado um ano depois o conceito continuou o mesmo e alguns dos músicos e arranjadores também, como nos casos de Liminha e Jaques Morelembaum. O repertório continua com vários hits em releituras interessantes como em Sonífera Ilha e Lugar Nenhum, que abrem o disco. Dessa vez, podem-se ouvir algumas guitarras elétricas em alguns momentos. Dentre as faixas principais destacam-se Desordem, Não Vou Me Adaptar, Domingo, Miséria e a versão para É Preciso Saber Viver de Roberto Carlos.

Das participações especiais, além das que já citei acima a mais relevante é do gaitista Flávio Guimarães do Blues Etílicos nas músicas Domingo e Lugar Nenhum além da curiosa participação da Fat Family (lembram deles?) em É Preciso Saber Viver. É também um excelente disco, mas não supera o anterior.

Para quem viveu os anos 90 são discos que ficarão marcados na memória dos fãs de Rock Nacional, para quem não conhece ainda é possível encontrar em algumas lojas e sites e por preços bem acessíveis. Vale à pena!

Lista de músicas:

Volume I
01 – Comida
02 – Go Back
03 – Pra Dizer Adeus
04 – Família
05 – Os Cegos do Castelo
06 – O Pulso
07 – Marvin
08 – Nem 5 Minutos Guardados
09 – Flores
10 – Palavras
11 – Hereditário
12 – A Melhor Forma
13 – Cabeça Dinossauro
14 – 32 Dentes
15 – Bichos Escrotos
16 – Não Vou Lutar
17 – Homem Primata
18 – Polícia
19 – Querem Meu Sangue
20 – Diversão
21 – Televisão

Volume II
01 – Sonífera Ilha
02 – Lugar Nenum
03 – Sua Impossível Chance
04 – Desordem
05 – Não Vou Me Adaptar
06 – Domingo
07 – Amanhã Não Se Sabe
08 – Caras Como Eu
09 – Senhora e Senhor
10 – Era Uma Vez
11 – Miséria
12 – Insensível
13 – Eu e Ela
14 – Toda Cor
15 – É Preciso Saber Viver
16 – Sr. Delegado / Eu Não Aguento
                               
Onde: Lojas Americanas – R. Joaquim Nabuco, 33 – Brooklin, SP
Quanto: R$9,90 CD, R$19,90 CD/DVD

Capas dos CDs

terça-feira, 24 de julho de 2012

CD – Capital Inicial – MTv Especial – Aborto Elétrico


Para quem não sabe, o Capital Inicial e a Legião Urbana foram, há muito tempo atrás, uma banda só chamada Aborto Elétrico formada por integrantes das 2 bandas, os irmãos Lemos do Capital junto com Ico Ouro Preto, irmão do atual vocalista Dinho e Renato Russo da Legião, além do guitarrista André Pretorious. Quando a banda se separou, eles “dividiram” o repertório entre as novas bandas que formariam em seguida. Esse disco é uma releitura desses clássicos feita pelo próprio Capital, recriando os arranjos e a sonoridade da Brasília do final dos anos 70.

Ao todo são 18 faixas, quase todas bem conhecidas do público em geral por terem se tornado sucessos das respectivas bandas. Muitas das músicas soam diferentes do que estamos acostumados a ouvir justamente por essa nova roupagem nos arranjos. Hits como Fátima, Química e Que País e Esse, por exemplo são facilmente reconhecidas, mas com algumas diferenças.

Das músicas que fizeram sucesso com a Legião, destacam-se Tédio, Conexão Amazônica, Geração Coca-Cola, além das já citadas acima, enquanto do Capital temos Veraneio Vascaína (referência às antigas viaturas da polícia militar), Música Urbana e a já citada Fátima, entre outras. O disco mostra também músicas um pouco menos conhecidas como Ficção Científica, Construção Civil e Benzina, mas também com versões interessantes.

Acho um bom disco que além de prestar uma homenagem ao Rock de Brasília dos tempos da ditadura militar, mostra o potencial do Aborto Elétrico na época e que resultou em duas das maiores bandas do Rock Nacional. Recomendado a todos os amantes do nosso rock brazuca!

Lista de músicas:
01. Tédio
02. Love Song One
03. Fátima
04. Helicópteros no Céu
05. Química
06. Ficção Científica
07. Conexão Amazônica
08. Submissa
09. Que País é Esse
10. Baader Meinhoff Blues nº1
11. Anúncio de Refrigerante
12. Heroína
13. Despertar dos Mortos
14. Veraneio Vascaína
15. Construção Cívil
16. Geração Coca-Cola
17. Música Urbana
18. Benzina

Onde: Americanas.com
Quanto: R$9,90

Capa do CD:
Aborto Elétrico

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CD – Legião Urbana - V


Está na hora de começarmos a falar de Rock Nacional aqui no Colecionarock. Vou começar com um disco um pouco antigo mas que é um dos meus preferidos, trata-se do V (cinco) da Legião Urbana. Lançado em 1991, esse disco é considerado pelos próprios integrantes como o “Dark Side of The Moon” da Legião, devido ao conceito do álbum e por ser um estilo mais psicodélico em relação aos 4 discos anteriores.

O disco abre com Love Song, uma melodia feita em cima de um texto clássico do séc. XIII que serve como introdução para o que vem a seguir. A épica Metal Contra as Nuvens alterna momentos leves e acústicos com riffs pesados e guitarras distorcidas, para mim uma das melhoras músicas de toda a carreira da banda. A Ordem dos Templários vem em seguida para dar uma quebrada no ritmo com uma instrumental bem suave para depois voltar à psicodelia em A Montanha Mágica.

O disco segue com O Teatro dos Vampiros, talvez a música com mais “cara de Legião” e que tocou muito nas rádios. Na sequência temos Sereníssima e Vento no Litoral uma balada bonita, porém meio triste que também ficou nas paradas de sucesso por um bom tempo assim como O Mundo Anda Tão Complicado. Fecham o disco a ótima L’âge D’or, uma faixa bem Rock n’ Roll para quebrar um pouco o ritmo mais lento das anteriores e Come Share My Life, uma instrumental bem arrastada que parece até música de ninar em alguns momentos.

Considero esse disco como o auge da Legião, que já estava emplacando sucessos desde Que País É Esse e que vinha de outro ótimo álbum, o Quatro Estações, mas em V eles criaram uma sonoridade nunca vista no Rock Nacional criando uma sequência de músicas que se encaixam perfeitamente uma com a outra, para mim uma obra-prima! Item obrigatório na coleção de qualquer um!

Lista de músicas:
01. Love Song
02. Metal Contra as Nuvens
03. A Ordem dos Templários
04. A Montanha Mágica
05. O Teatro dos Vampiros
06. Sereníssima
07. Vento no Litoral
08. O Mundo Anda Tão Complicado
09. L’âge D’ór
10. Come Share My Life

Onde: N/A
Quanto: N/A

Capa do CD: