sexta-feira, 11 de abril de 2014

CD – Page&Plant – No Quarter

Disco lançado na década de 90, com o resultado da reunião de Jimmy Page e Robert Plant fazendo releituras de clássicos do Led Zeppellin em versões inusitadas, além de algumas faixas inéditas com influências da música marroquina, já que uma parte das apresentações se deu no Marrocos, e as outras em Londres e no País de Gales. O disco conta com 14 faixas, das 17 originais que aprecem na apresentação completa em DVD.

O disco começa com Nobody’s Fault But Mine numa versão leve e cadenciada só com voz, percussão e violão além de alguns outros instrumentos como cítara e acordeom seguida por mais 3 clássicos do Led Zeppellin; Thank You, numa belíssima interpretação de Robert Plant e a música que deu nome ao disco, No Quarter, que conta com um vocal distorcido acompanhado somente da guitarra e Friends, numa levada mais psicodélica com direito a flauta e tudo mais.

O disco segue com as duas músicas inéditas, influenciadas pelo som do Oriente Médio com Yallah, numa batida tribal, acompanhada de um riff rasgado de Page e o vocal sempre competente de Plant, seguida por City Don’t Cry, que começa com um solo de cordas, seguida de palmas da plateia e a voz de Robert Plant cantando espontaneamente acompanhado de outro vocalista cantando em algum dialeto local. Na sequência uma versão excelente de Since I’ve Been Loving You, ainda mais blues que a original.

The Battle Of Evermore começa com uma flauta daquelas de levantar a cobra do cesto de palha antes de entrar um dedilhado de violão e a voz de Plant acompanhado de uma voz feminina excelente. A seguir, outras duas faixas novas com Wonderful One e Wah Wah, ambas também com forte influência da música local e com um estilo semelhante às outras duas já citadas.

O disco fecha com a balada That’s The Way focada apenas na voz e no violão, Gallows Pole num ritmo um pouco mais acelerado, mas também acústica assim como o blues rápido de Sticks. Por fim, uma versão de mais de 12 minutos do clássico Kashmir, com Plant entoando o refrão no início e com uma guitarra distorcida ao fundo, dando uma roupagem um pouco diferente para uma faixa das mais conhecidas, mas sem perder a identidade como os arranjos orquestrados que a imortalizaram!

Comprei recentemente esse disco quando encontrei por um bom preço nas Lojas Americanas, e apesar de não ser nenhum lançamento, já que é um álbum prestes a completar 20 anos (foi lançado em novembro de 94) ainda é muito bom de se ouvir. Assisti a um show dessa turnê no Hollywood Rock de 1996 no Estádio do Pacaembú em SP, com direito a abertura do Black Crowes. Um disco histórico, recomendo!

Lista de músicas:
01 – Nobody’ Fault But Mine
02 – Thank You
03 – No Quarter
04 – Friends
05 – Yallah
06 – City Don’t Cry
07 – Since I’ve Been Loving You
08 – The Battle Of Evermore
09 – Wonderful One
10 – Wah Wah
11 – That’s The Way
12 – Gallows Pole
13 – Four Sticks
14 - Kashmir

Onde: Lojas Americanas - Gonzaga, Santos

Quanto: R$16,90

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

CD – HIM – Dark Light

Quinto disco da banda que se auto-proclama como os criadores do gênero Love Metal, os finlandeses do HIM. A banda, que passou essa semana pelo Brasil com apresentação única em SP, alia riffs pesados com melodias elaboradas e letras românticas. O quinteto finlandês, cujo guitarrista Mikko Lindström é casado com a filha de ninguém menos que Tony Iommi, do Black Sabbath, adotou como símbolo o Heartagram, misto de pentagrama e coração, ressaltando o caráter romântico das letras.

O disco abre com Vampire Heart com um leve solo mesclado com o riff pesado seguido de um vocal distorcido no início e depois ficando mais limpos, tanto a voz quanto a guitarra numa mistura de estilos entre o Pop Rock e o Metal. Na sequência (Rip Out The) Wings Of A Butterfly com o mesmo estilo da faixa anterior, com uma pegada um pouco mais forte no riff e na batida, seguida por Under The Rose com uma levada um pouco mais Punk.

Killing Loneliness começa suave ao piano para em seguida entrar o riff e posteriormente o vocal melancólico e suave e com um refrão bem pop, seguida pela faixa título, Dark Light, uma balada rock com uma batida suave e um vocal quase sussurrado e com alguns lampejos de peso nas guitarras. Behind The Crimson Door começa com um dedilhado logo acompanhado por um riff poderoso e o mesmo estilo de vocal limpo das faixas anteriores. The Face Of God começa com uma batida diferente mais lenta e forte e um riff solado antes de ficar suave com a guitarra e o vocal novamente limpos seguida por Drunk On Shadows.

Fecham o CD a balada Play Dead e a gótica In The Nightside Of Eden, a faixa mais pesada e talvez a melhor do CD. Um disco difícil de classificar, pois para mim não tem muito de gótico nem de metal, está mais para um Pop Rock, executado com muita competência. Comprei novamente na BRJ por apenas R$6, pois já tinha ouvido falar bem da banda e fiquei curioso para conhecer mais sobre ela. Um bom disco de rock, nada mais, nada menos.

Lista de músicas:

01 – Vampire Heart
02 – (Rip Out The) Wings Of A Butterfly
03 – Under The Rose
04 – Killing Loneliness
05 – Dark Light
06 – Behind The Crimson Door
07 – The Face Of God
08 – Drunk On Shadows
09 – Play Dead
10 – In The Nightside Of Eden

Onde: BRJ Discos

Quanto: R$6,00

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terça-feira, 1 de abril de 2014

25 anos de Headless Cross

Há exatos 25 anos, era lançado Headless Cross, 14º álbum de estúdio do Black Sabbath e o 2º com o contestado vocalista Tony Martin e o competente baterista Cozy Powell. 
Veja abaixo o clipe da música que deu nome ao disco!

Clipe


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quinta-feira, 20 de março de 2014

CD – DIO – Inferno: The Last In Live (duplo)

Disco duplo de Ronnie James DIO com registro de show da sua fase solo do final da década de 90, e que passou pelo Brasil onde pude ver o show do Skol Rock em, 15 de novembro de 1997. Contemplando quase todas as fases da carreira do vocalista com músicas do Rainbow, Black Sabbath e a fase solo, incluindo até uma versão de Mistreated do Deep Purple, que era executada ao vivo por DIO nos tempo do Rainbow de Ritchie Blackmore. Ao todos são 18 músicas mostrando porque ele é considerado até hoje um dos maiores vocalistas da história do Metal. A banda de apoio da época contava com Tracy G (g), Larry Denison (bx), Scott Warren (t) e Vinnie Appice.

Disco 1

Após uma rápida introdução com uma voz distorcida narrando no estilo MAGICA, mesclada com o frisson do público, o show começa com Jesus, Mary And The Holy Ghost, com o riff e o vocal em stacatto no início antes de entrar na batida rápida e firme num som bem pesado seguida por Straight To The Heart, com o solo inicial emendando no riff e com DIO soltando toda a potência da sua voz. Em seguida, uma sequência matadora com a “balada” Don’t Talk To Strangers seguida pelo clássico Holy Diver, música que dá nome ao 1º disco do baixinho antes de entrar no tradicional solo de bateria de Appice.

O primeiro hit dos tempos de Black Sabbath vem a seguir com Heaven And Hell com DIO puxando o coro da plateia logo no início antes de começar a letra original numa versão até mais lenta do que o normal, mas não menos impressionante. Double Monday já mostra uma batida mais rápida e a guitarra bastante solada seguida do hit Stand Up And Shout, ainda mais rápida que a anterior e fechando o disco 1 com Hunter Of The Heart.

Disco 2

O 2º CD abre com um clássico do Deep Purple dos tempo de David Coverdale, e que DIO chegou a cantar em alguns shows do Rainbow com Ritchie Blackmore num versão melódica e dramática que conta ainda com um trecho de Catch The Rainbow, também dos tempos da parceria com DIO/Blackmore seguida de um virtuoso solo de guitarra. Daí em diante é um festival de clássicos de todas as fases do vocalista de deixar qualquer fã extasiado!

Da fase solo temos Last In Line, faixa título do 2º disco do DIO (e uma das minhas favoritas) acompanhada da não menos clássica Rainbow In The Dark e do hit Mob Rules do Sabbath! Fechando esse show fenomenal 2 sucessos do Rainbow com a bela Man On The Silver Mountain e o hino Long Live Rock n’ Roll, para encerrar com chave de ouro com mais uma da sua fase solo em We Rock!

Não me lembro onde comprei esse disco, pois já tenho ele há um bom tempo, mas de todos os ao vivo que tenho do DIO, esse é um dos melhores, não só pela qualidade de gravação mas principalmente pelo repertório, que inclui algumas faixas que não aparecem frequentemente nos shows dele. Recomendo a todos, principalmente fãs do Black Sabbath e do Rainbow!

Lista de Músicas:
Disco 1
1.              Intro
2.              Jesus, Mary & The Holy Ghost
3.              Straight Through the Heart
4.              Don’t Talk To Strangers
5.              Holy Diver
6.              Drum Solo
7.              Heaven and Hell
8.              Double Monday
9.              Stand Up and Shout
10.           Hunter Of The Heart

Disco 2
1.              Mistreated
2.              Guitar Solo
3.              The Last in Line
4.              Rainbow in the Dark
5.              Mob Rules
6.              Man on the Silver Mountain
7.              Long Live Rock ‘n’ Roll
8.              We Rock

Onde: N/A

Quanto: N/A

Ingresso Skol Rock 1997
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terça-feira, 11 de março de 2014

CD – Rolling Stones – Goats Head Soup

Goats Head Soup é o 11º disco de estúdio dos Rolling Stones, lançado em 1973 após o aclamado Exile On Main St., e é o disco que lançou o single Angie, um dos grande hits dos Stones até hoje. O disco foi gravado na Jamaica, no Dynamic Sound Sudio entre o final de 1972 e meados de 73. A banda contava na época com Mick Taylor na guitarra junto Jagger, Richards, Wyman e Watts, além de contar com algumas participações especiais como Billy Preston (famoso pela sua parceria com os Beatles) e Nicky Hopkins.

Dancing With Mr. D abre o CD com uma levada meio blues, mais lenta e cadenciada seguida por 100 Years Ago com destaque para o piano que dá o andamento da música fazendo o fundo para o vocal de Jagger no mesmo estilo da faixa seguinte, Coming Down Again, um pouco mais lenta, no estilo balada. Doo Doo Doo Doo Doo dá uma aumentada no ritmo com um rock mais direto e pesado contrastando com o hit Angie, balada acústica lenta e melosa que até hoje é um dos maiores sucessos da banda.

Silver Train volta com o rock n’ roll clássico dos anos 70 típico dos Stones numa levada mais rápida enquanto Hide Your Love mostra um estilo de blues clássico, remontando às origens da banda também com bastante foco no piano e um excelente solo de blues de Richards. Winter é outra balada clássica com batida lenta e vocal suave de Jagger seguida de Can You Hear The Music, com uma introdução meio indiana com flauta e uma melodia mística dando um toque de psicodelia ao disco.

Por último, temos Star Star, que começa como um rock n’ roll clássico no melhor estilo Chuck Berry e depois vira um hard rock mais rápido e com guitarras cheias de distorção! Comprado no mesmo saldão de CDs da FNac Paulista juntamente com o It’s Only Rock n’ Roll que já postei anteriormente. Um disco que, se não tem tantos clássicos como outros mais famosos, tem ótimas músicas e que vale à pena ser ouvido com atenção. Recomendo.

Lista de músicas:                            
01. Dancing With Mr. D
02. 100 Years Ago
03. Coming Down Again
04. Doo Doo Doo Doo Doo
05. Angie
06. Silver Train
07. Hide Your Love
08. Winter
09. Can You Hear The Music
10. Star Star
Onde: FNac Paulista

Quanto: R$10,00

Capa do CD