terça-feira, 17 de abril de 2012

Resenha de Show - Sebastian Bach - 14/04/2012 - Carioca Club - São Paulo – SP

Por Eliseu Rodrigues

Depois do álbum Angel Down e a força do amigo Axl Rose, que participou do referido trabalho e o colocou para abrir vários shows de sua banda, nas melhores casas e estádios pelo mundo afora, a carreira solo de Sebastian Bach finalmente decolou.

Ao abrir o show do Guns and Roses em 13 de março de 2010 em São Paulo, Sebastian fez um show memorável, deixando alguns, inclusive o meu grande amigo Paulo Orsi, com a sensação de que aquele show teria sido melhor, do que a atração principal daquela noite. Em 2011, após o lançamento do excelente álbum Kicking & Screaming, tivemos em novembro a notícia de uma turnê sul americana, a qual passaria por São Paulo.

O show aconteceu no último sábado, dia 14 de abril no Carioca Club, local, que atualmente, serviria para receber o atual Skid Row, e não o seu ex-vocalista, que deveria ter sido brindado com uma apresentação no Via Funchal ou Credicard Hall. Por volta das 20 horas e 20 minutos, começava o  show do Tião, que mais uma vez fez história, apesar do local e de seus problemas técnicos iniciais, no palco ele tem perfomance bem pessoal, agitando a cabeleira e interagindo com o público, carisma e competência fora do comum.

A banda que acompanha Sebastian é extremamente competente, inclusive o jovem guitarrista Nick Sterling, que já não é mais uma promessa para o rock and roll. Em determinados momentos do show, parecia que eu estava de volta aos anos de 1990/1991/1992,  Tião fez uma apresentação mesclando clássicos do Skid Row e de sua carreira solo, as músicas do set list foram muito bem escolhidas, e se encaixaram numa sequência incrível.

Valeu Tião, espero poder vê-lo de volta em breve, atualmente, você faz parte do seleto grupo de competentes rocks stars, que temos ainda em atividade.

Banda:
Sebastian Bach - vocal
Johnny Chromatic - guitarra
Nick Sterling - guitarra
Bobby Jarzombek - bateria
Jason Christopher - baixo

Set List:
1. Slave to the Grind
2. Kicking & Screaming
3. Dirty Power
4. Here I Am
5. Big Guns
6. (Love Is) A Bitchslap
7. Stuck Inside
8. Piece of Me
9. 18 and Life
10. American Metalhead
11. As Long as I Got the Music
12. Monkey Business
13. My Own Worst Enemy
14. I’m Alive
15. I Remember You
16.
Tunnelvision
17. Youth Gone Wild (Skid Row)

Onde: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo
Quanto: R$90,00

Ingresso:


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Especial – LP - Black Sabbath

Lançado em 13 de fevereiro de 1970, o primeiro disco do Black Sabbath é considerado o marco inicial do Heavy Metal. Gravado em apenas 2 dias numa mesa de 8 canais pelo 4 amigos de Birmingham Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward e Ozzy Osbourne, “Black Sabbath” é um disco que me acompanha desde a infância e nada mais propício do que falar sobre ele numa outra sexta-feira 13.

Após alguns meses experimentando sonoridades diferentes tocando Rock e Blues, os integrantes da então chamada Earth resolveram que queriam fazer um som que assustasse as pessoas como nos filmes de terror de Boris Karllof, de onde foi tirado posteriormente o novo nome da banda, do disco e da primeira faixa. Graças à falta da ponta dos 2 dedos da mão direita do canhoto guitarrista Tony Iommi, o que o obrigou a criar um técnica diferente e tocando um tom abaixo do que era o normal da época, criou-se o som que é copiado até hoje por inúmeras bandas.

O clima não poderia ser mais macabro, chuva, trovões e um badalar de sino criam a atmosfera macabra para entrar o riff lento de 3 acordes que anunciam a chegada do Sabbath na voz de Ozzy, que soa como um anjo das trevas cantando versos apocalípticos, causando arrepios na espinha de qualquer um. Em seguida, The Wizard abre com Ozzy na gaita fazendo a introdução e depois acompanhando o riffe de Iommi até a entrada do vocal numa faixa mais rápida e pesada, seguida por Behind the Wall of Sleep com uma batida forte e solos quase Blues em alguns momentos.

N.I.B. abre com um pequeno solo de baixo de Geezer para depois entra com mais um dos riffs geniais de Tony Iommi e um “Oh yeah” de Ozzy antes de cada estrofe, um refrão mais lento e volta para o riff alternando assim até o final.

Abrindo o lado B, temos Evil Woman uma música que , apesar de cover, é tocada já no estilo do Sabbath seguida pela macabra Sleeping Village, com dedilhado de violão e um vocal melancólico de Ozzy que depois emenda numa sequência de solos de guitarra de The Warning que alternam momentos pesados com levadas jazzísitcas com Geezer Butler e Bill Ward mostrando muita versatilidade e lembrando ainda os tempos em que a banda ainda se chamava Earth, com direito ainda a alguns trechos vocais no início e no fim da música. Em algumas versões do CD ainda consta a faixa Wicked World (o meu LP não inclui essa faixa e a primera versão que tive do CD da Castle também não tinha, só tenho no lançado pela Abril Music ). 

Esse disco nem dá para dizer que eu recomendo, é um item obrigatório na coleção de qualquer roqueiro!

Lista de músicas:
Lado A
01 – Black Sabbath
02 – The Wizard
03 – Behind the Wall of Sleep
04 – N.I.B.
Lado B
05 – Evil Woman
06 – Sleeping Village
07 – The Warning
08 – Wicked World (apenas no CD)

Onde: N/A
Quanto: N/A

Capa do CD/LP

Poster do Filme

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CD - Slash - Slash

Primeiro disco “solo” do guitarrista Slash, o CD que leva seu próprio nome é um dos melhores discos de Hard Rock dos últimos tempos. Lançado em 2010 com a participação de pesos-pesados da música como; Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister, Andrew Stockdale, Fergie entre outros, traz a técnica e o estilo inconfundíveis de Slash numa sequência incrível de músicas de qualidade variando desde pesados Hard Rocks até baladas mais tranquilas e melódicas.

Acompanhado na maior parte das músicas por Chris Chaney (bx), John Freese (bt) e Leonard Castro (prc), o ex-guitarrista do Guns N’ Roses fez um disco solo que no conceito se assemelha ao clássico Supernatural, do mexicano Carlos Santana de 1999. Assim como o álbum de Santana que ganhou 8 grammys na época, Slash não fica atrás e traz uma obra prima do Rock do século XXI. Dificilmente um disco com tantos músicos de renome teria outro resultado que não um sucesso, mas realmente o CD é bom do início ao fim.

Abre o disco a faixa Ghost, com o ex-vocalista do The Cult Ian Astbury e a participação de Izzy Stradlin na guitarra, uma música pesada com um vocal marcante de Ian e um solo de introdução com a assinatura de Slash! Na sequência vem Crucify the Dead com Ozzy numa balada bem ao seu estilo com a guitarra soando às vezes como o próprio Zakk Wylde, deixando a música bem parecida com as dos últimos trabalhos do Madman. Fergie estrela a terceira faixa e engana-se quem acha quem acha que é uma música Pop só pelo fato de ter a loira nos vocais.

Segue o repertório a primeira faixa com Miles Kennedy (Back From Cali) e Cris Cornell (Promise) para depois virem duas das melhores músicas do disco na minha opinião; By The Sword com o vocalista australiano Andrew Stockdale do Wolfmother numa música que começa com um lento dedilhado e um vocal levemente distorcido para depois entrar em um Hard Rock nervoso com uma voz rasgada de Andrew e um refrão muito fácil de memorizar. Essa pérola é seguida por Gotten, cantada pelo vocalista do Maroon 5, Adam Levine, que em alguns momentos até soa parecido com Stockdale na faixa anterior com uma balada muito agradável.

Como se não bastasse, as faixas seguintes contam com Lemmy (Doctor Alibi) num Heavy Metal no melhor estilo Motorhead, uma instrumental bem pesada, Watch This Dave com Dave Grohl e o parceiro de longa data Duff McKagan, além de I Hold On com Kid Rock, Nothing to Say com M. Shadows, outra ótima participação de Miles Kennedy em Starlight, mais uma balada com Rocco de Luca (Saint is A Sinner Too) e fechando com chave de ouro, a paulada We’re All Gonna Die com Iggy Pop. A versão brasileira do CD ainda conta com 2 bonus tracks; uma versão de Paradise City com Fergie e Cypress Hill e Baby Can’t Drive com Alice Cooper e Nicole Scherzinger.

Enfim, um disco indispensável para qualquer um que goste de Rock, seja Hard, Metal ou qualquer outro estilo, como disse antes, não é todo o dia que se pode ouvir tanta gente boa junta num mesmo álbum. Recomendo a todos!

Lista de músicas:
01 – Ghost (c/ Ian Astbury)
02 – Crucify the Dead (c/ Ozzy Osbourne)
03 – Beatiful Dangerous (c/ Fergie)
04 – Back From Cali (c/ Miles Kennedy)
05 – Promise (c/ Cris Cornell)
06 – By the Sword (c/ Andrew Stockdale)
07 – Gotten (c/ Adam Levine)
08 – Doctor Alibi (c/ Lemmy Kilmister)
09 – Watch this Dave (c/ Dave Grohl e Duff McKagan)
10 – I Hold On (c/ Kid Rock)
11 – Nothing to Say (c/ M. Shadows)
12 – Starlight (c/ Miles Kennedy)
13 - Saint is a Sinner Too (c/ Rocco de Luca)
14 – We’re All Gonna Die (c/ Iggy Pop)
Bonus Tracks:
15 – Paradise City (c/ Fergie e Cypres Hill)
16 – Baby Can’t Drive (c/ Alice Cooper e Nicole Scherzinger)

Onde: Paranoid – Galeria do Rock (R. 24 de Maio, 62 – Centro SP)
Quanto: R$25,00

Capa do CD


sábado, 7 de abril de 2012

CD – Robert Cray – Take Your Shoes Off

Mais uma boa compra que fiz recentemente garimpando uns CDs numa pequena loja de discos na Av. Paulista. Vencedor do Grammy de melhor disco de blues contemporâneo em 2000, esse CD do bluesman americano Robert Cray traz um R&B com arranjos bem produzidos e músicas muito agradáveis.

Lançado em 1999, o disco foi produzido por Steve Jordan, que também participa como músico tocando baixo, bateria, teclado além de alguns vocais e dos arranjos. Como bom disco de Soul/R&B, Cray é acompanhado por uma banda numerosa com uma excelente sessão de metais além de backing vocals, entre outros.

Love Gone to Waste, faixa de abertura é bem swingada com o teclado e os metais dando o ritmo para a guitarra e o vocal de Robert passearem pela música com competência. Em seguida vem That Wasn’t Me, uma balada clássica com bateria bem marcada acompanhada por frases melódicas e com direito a speech com voz romântica no meio da música. Outra boa faixa é 24/7 Man, com uma abertura de metais e uma batida rápida num Soul mais agitado e dançante.

O disco segue nessa linha até o final, outras faixas que se destacam são Let me Know, a country Won’t You Give Him (one more chance) com direito a acompanhamento de acordeon e What About Me, talvez a faixa mais Blues (quase Rock) de todo o disco fazendo lembrar um pouco alguns hits de Fats Domino no anos 50. Para os amantes do Blues, Soul, R&B e Jazz, esse é um disco que agradará a todos pois tem um pouco de cada estilo em canções extremamente bem executadas, não é à toa que venceu o Grammy da sua categoria. Vale a pena ouvir!

Lista de músicas:
01. Love Gone to Waste
02. That Wasn’t Me
03. All the Way
04. There’s Nothing Wrong
05. 24/7 Man
06. Pardon
07. Let me Know
08. It’s All Gone
09. Won’t You Give Him (one more chance)
10. Living Proof
11. What About Me
12. Tollin Bells

Onde: BRJ Discos – Av. Paulista, 657
Quanto: R$6,00 (quase de graça)

Capa do CD:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Especial Livros – Eu Sou Ozzy / Dr. Ozzy

Hoje vou fazer um post um pouco diferente, ao invés de falar de CDs e DVDs, vou escrever sobre os livros do Príncipe das Trevas, Mr. Ozzy Osbourne.

Eu Sou OZZY

Autobiografia do vocalista do Black Sabbath, contada com muito bom humor pelo próprio Ozzy. Logo no início do livro, ele já diz que o que está ali é tudo o que ele conseguiu (com muito esforço) lembrar de tudo o que aconteceu nos últimos 40 anos, portanto não espere muitos detalhes sobre as gravações dos discos, relatos de turnê, etc. Apesar da sinceridade do madman, o livro tem diversas histórias da sua vida, desde a adolescência delinquente em Birminghan, onde chegou a ser preso por roubar uma loja, e todos os sub-empregos que arrumou antes de entrar no Sabbath, como destrinchador de animais e afinador de buzinas.

Como disse, as sessões de gravações dos discos não são muito (ou nada) detalhadas, com alguns deles sendo apenas mencionados no decorrer dos capítulos. Por outro lado, como ele, Tony, Geezer e Bill se conheceram e formaram a banda que mudaria a história do Rock é bem rica de histórias e situações engraçadas, principalmente quando conta das peças que eles pregavam um no outro.

Da carreira solo, o que tem maior destaque obviamente, é a fase inicial desde a saída do Sabbath até a trágica morte de Randy Roads, num bizarro acidente de avião. Para se ter uma ideia, a entrada de Zakk Wylde (que ficou mais de 20 anos com Ozzy) na banda é tratada como apenas mais uma troca de guitarrista e pouco se fala dele depois disso.

No geral, o livro cumpre sua finalidade, agradar os fãs! O texto é muito fácil de ler e extremamente divertido, podendo gerar boas risadas lendo as maluquices de Ozzy durante as turnês, os excessos na bebida e nas drogas, as crises e reabilitações, todas as brigas com Sharon e histórias dos bastidores da famigerada série The Osbournes! Recomendados a todos os fãs de Ozzy e do Black Sabbath.

Confie em mim,  eu sou o Dr. OZZY

Nesse outro livro, são reproduzidos os textos do Jornal inglês The Sunday Times, no qual Ozzy semanalmente responde as mais variadas (e absurdas) dúvidas sobre saúde dos leitores. Obviamente os conselhos do Príncipe das Trevas são pra lá de engraçados com tiradas sarcásticas e mais algumas histórias hilárias.

Para quem ler o Eu Sou Ozzy antes, algumas histórias se repetirão, pois durante toda a biografia ele cita seus problemas de saúde, a fratura sofrida no acidente de quadriciclo e o diagnóstico errôneo de HIV positivo. Louve-se o fato de que algumas perguntas são realmente sem noção, portanto, não mereceriam uma resposta decente nem de um médico de verdade, quanto mais do “Dr.” Osbourne!

Pelo menos, Ozzy tem o bom senso de, em várias ocasiões, encorajar o leitor a procurar um médico e tratar o problema (se ele qual for) de maneira correta. Outro fator interessante, são as histórias bizarras de fatos verídicos relatadas em pequenos quadros no meio dos capítulos, além dos testes de conhecimento do Dr. Ozzy com direito a gabarito no final para você avaliar se foi um bom aluno ou não. O livro vem dividido em capítulos ordenados por tipo de distúrbio e ordem alfabética dentro de cada assunto.

Assim como a biografia, é um livro divertido, de fácil leitura e que, por não ter sequência pode ser lido aos poucos, recomendo a todos.

Quanto: R$29,90 cada um
Editora Benvirá

Capa Eu Sou Ozzy
Capa Dr. Ozzy