sábado, 14 de julho de 2012

Especial – Dia Mundial do Rock


Hoje é o Dia Mundial do Rock, o dia em que comemoramos o estilo musical que mudou o comportamento de uma geração, e se tornou sinônimo de diversão, estilo e rebeldia! A data de 13 julho foi definida como dia do rock após o Live Aid de 1985, mega show que contou com alguns dos maiores nomes do gênero em prol da fome na Africa.

História

O Rock veio do Blues americano, ritmo criado pelos escravos nas fazendas de algodão dos EUA no final do século XIX, início do XX. Após a evolução do Blues de Chicago com a entrada das guitarras elétricas o gênero foi se modificando e, junto com o R&B vindo das igrejas, se transformou no estilo que ficou marcado na voz e nos quadris de Elvis Presley no final da década de 50. Na época, o que Elvis fazia, nada mais era do que o mesmo Rock que já era tocado por músicos como Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino, entre outros. A diferença é que Elvis era branco, na América racista dos anos 50, era praticamente proibido ouvir o que eles chamavam de “música de negros”.

Apesar de ser um ritmo originalmente americano, o Rock foi revolucionado por várias bandas inglesas a partir dos anos 60. Os Beatles e os Rolling Stones se tornaram as duas maiores bandas de todos os tempos, o Black Sabbath inventou o Heavy Metal que posteriormente foi re-inventado pelo que se chamou de New Wave of British Heavy Metal com bandas como Iron Maiden e Judas Priest. Não podemos esquecer dos precursores do progressivo, o Pink Floyd além do Deep Purple, The Who, Rainbow e do Led Zeppelin. Nos anos 70 teve início também na Inglaterra, o Punk Rock, com os Sex Pistols. Fazendo justiça aos americanos, eles nos deram grandes bandas também, como Doors, Beach Boys, Iron Butterfly, Janis Joplin, entre outros.

Os anos 80 ficaram marcados, além da já citada NWOBHM, do início do Trash Metal, versão ainda mais rápida e pesada do Heavy que estorou com bandas como Metallica, Slayer, Megadeth, Antrax e Testament. Outro estilo que bombou nessa década foi Hard Rock, ou Glam Metal, marcado por bandas como Poison, Skid Row, Motley Crüe, Bom Jovi e Guns n’ Roses. Outra banda que pode ser enquadrada nesse estilo é o KISS, que literalmente mudou a cara do Rock com seus figurinos e maquiagens bizarros, estampados em inúmeras camisetas e outros itens de merchandising espalhados pelo mundo. O Pop Rock também teve seu auge nessa época com U2, Prince e The Police.

A década seguinte foi revolucionada pelas bandas de Seattle com o grunge, criado por grupos como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice in Chains, que transformaram o rock underground em sucesso mundial. Essa década também foi marcada pela “ressurreição” de alguns ícones como Ozzy Osbourne e seu No More Tears, o próprio Black Sabbath voltando com DIO no álbum Dehumanizer, o épico Black Album do Metallica e a obra-prima do Guns n’ Roses, os discos irmãos Use Your Illusion 1 e 2, formando um disco quádruplo recheado de hits. Outro estilo que começou a fazer sucesso nessa época foi o Metal Melódico com bandas como Dream Theater e Blind Guardian.

O século XXI começou para o Rock com o advento do Nu Metal, nova versão do Trash com incursões de outros estilos como Rap, o Hardcore e elementos até de música eletrônica, representada por Bandas como o Limp Bizkit, Linkin Park, System of a Down, Korn e Slipknot e outras um pouco mais Pop como Creed, Nickelback e o The Calling. Outro estilo que teve um breve período de sucesso nessa década foi o EMO, que nada mais é do que um Pop Rock com letras tristes e depressivas.

Rock no Brasil

O Rock nacional começou nos anos 60 com a Jovem Guarda, que eram basicamente os sucessos do Rock americano com versões em português. Eu considero o primeiro artista de rock genuinamente brasileiro o saudoso Raul Seixas, que foi o primeiro a mesclar o Rock com ritmos brasileiros, como o forró, fórmula que foi repetido posteriormente pelo Raimundos nos anos 90 e mais recentemente pela cantora baiana Pitty. Nos anos 70 tivemos bandas importantes como os Mutantes que lançou Rita Lee no cenário nacional, Made in Brazil e Patrulha do Espaço.

O boom do Rock brasileiro foi nos anos 80, quando, no auge da ditadura surgiram bandas como os Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Ultraje a Rigor e Capital Inicial com letras de protesto, atitudes de rebeldia e uma sonoridade diferente do Rock que se fazia no resto do mundo naquela época. Um divisor de águas nesse período foi o primeiro Rock in Rio, em 1985 onde pela primeira vez os artistas nacionais dividiram o palco com algumas das maiores estrelas do Rock mundial como Ozzy, Queen, Scorpions, AC/DC, Whitesnake, entre outros.

O Metal também teve vez no Brasil, tendo como bandas principais o Sepultura, com mais de 25 anos de estrada tocando um trash metal de qualidade e nos anos 90 lançou obras primorosas mesclando o Metal com ritmos brasileiros, até indígenas em discos como o Chaos A.D. e o Roots. O metal melódico teve seu ponto alto com o Angra, Dr. Sin, Shaman e mais recentemente o Almah.

Em resumo, o Rock é, para quem curte, muito mais que um estilo musical, e sim um estilo de vida! Para quem não gosta é um gênero que já foi morto e enterrado há muito tempo, mas que continua lotando estádios até hoje! Peço desculpas se não citei a banda preferida de alguém, mas se for falar de todos num único post vou precisar de outro Blog! Hoje é o dia de comemorarmos o bom e velho Rock n’ Roll e como diria Ronnie James Dio...WE ROCK!

Lista dos 10 maiores disco de Rock da história (na minha modesta opinião)

1.    Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band – The Beatles
2.    Vol. 4 – Black Sabbath
3.    Burn – Deep Purple
4.    Dark Side Of The Moon – Pink Floyd
5.    …And Justice For All – Metallica
6.    Use You Illusion I e II – Guns n’ Roses
7.    In-A-Gadda-da-Vida – Iron Butterfly
8.    Fear Of The Dark – Iron Maiden
9.    Back in Black – AC/DC
10.   Stripped – Rolling Stones



terça-feira, 10 de julho de 2012

CD – Foo Fighters – Foo Fighters


Primeiro disco do Foo Fighters do ex-baterista do Nirvana Dave Grohl, agora atuando como vocalista e guitarrista em sua própria banda, que recentemente ganhou o Grammy de melhor disco de rock na premiação deste ano. Eu já tinha 2 CDs deles comprados há uns tempos atrás, o One By One e o There’s Nothing Left to Loose e recentemente comprei esse e uma coletânea para ampliar a coleção.

O disco começa com This is a Call, uma das primeiras músicas da banda a fazer sucesso nas rádios seguida por I’ll Stick Around, música de riff rápido e pesado. Big Me é outra faixa que ficou bastante conhecida com uma batida um pouco mais lenta quase uma balada. Na sequência temos Alone + Easy Target, Good Grief e Floaty. Em alguns momentos dá até para sentir um “toque de Nirvana” nas músicas.

Seguimos com Weenie Beenie, outra faixa bem pesada e com vocais distorcidos, Oh, George, For All The Cows que tem uma levada meio blues/country alternando para o hard rock em alguns momentos. Fecham o CD X-Static outra com estilo meio Nirvana, Wattershed e a climática Exhausted.

Nada mal para um disco de estreia na minha opinião, principalmente para um músico que pela primeira vez tocava guitarra e cantava. Não é à toa que se tornou uma das melhores bandas de rock da atualidade! Recomendo a todos!

Lista de músicas:
01. This is a Call
02. I’ll Stick Around
03. Big Me
04. Alone + Easy Target
05. Good Grief
06. Floaty
07. Weenie Beenie
08. Oh, George
09. For All The Cows
10. X-Static
11. Wattershed
12. Exhausted

Onde: Fnac.com
Quanto: R$13,90

Capa do CD:

sábado, 7 de julho de 2012

CD – Ringo Starr – Goodnight Vienna


Em comemoração ao aniversário do ex-Beatle Ringo Starr, o post de hoje é dedicado ao seu quarto disco solo, Goodnight Vienna, lançado em 1974. O Disco conta com a participação de vários amigos de Ringo, tanto nas composições como nas letras. Entre os “amigos” de Ringo presentes no disco destacam-se Elton John, Klaus Voorman, Dr. John, Billy Preston, além dos ex-companheiros de Beatles Paul McCartney e John Lennon.

O CD tem 14 faixas começando com a música-título, Goodnight Vienna foi composta por John e é uma música bem animada com base no piano tocado pelo próprio Lennon e acompanhada por palmas, em seguida temos Occapella, mais swingada com uma batida quase funk e acompanhamento de metais. Na sequência temos Oo-Wee, a balada Husbands and Wives e Snokeroo, composta por Elton John e Bernie Taupin e com Elton ao piano numa das melhores músicas do disco.

A faixa seguinte, All By Myself, conta novamente com Lennon desta vez na guitarra e Dr. John ao piano seguida de Call Me e depois por No No Song, que curiosamente teve uma versão em português gravada por Raul Seixas com o nome Não Quero Mais Andar na Contramão nos anos 80. A versão de Raul é praticamente idêntica à de Ringo tanto nos arranjos como na letra, traduzida na íntegra. Only You é uma versão curiosa para o grande sucesso do The Platters com participações de Lennon, Billy Preston e Steve Cropper.

Easy for Me é mais uma balada seguida por uma outra versão mais curta de Goodnight Vienna. Fecham os disco a ótima Back of Boogaloo, a estranha Blindman e por último Six O’Clock, uma música bem no estilo de Paul McCartney que compõe a participa da gravação no piano e nos backing vocals. Um bom disco que só pelas participações especiais já vale a pena ouvir, recomendado para Beatlemaníacos em geral!

Lista de músicas:
01. Goodnight Vienna
02. Occapella
03. Oo-Wee
04. Husbands and Wives
05. Snookeroo
06. All By Myself
07. Call Me
08. No No Song
09. Only You (and You Alone)
10. Easy For Me
11. Goodnight Vienna (reprise)
12. Back of Boogaloo
13. Blindman
14. Six O’Clock (extended version)

Onde: FNac Morumbi
Quanto: R$14,90

Capa do CD:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CD/DVD – Heaven&Hell – Live At Wacken


Último show do Black Sabbath como Heaven&Hell, quando tocaram apenas músicas da era DIO reunindo a formação que gravou os álbuns The Mob Rules de 1981 e Dehumanizer de 1990 com Tony Iommi, Geezer Butler, Vinnie Appice e Ronnie James Dio. Essa também foi a última apresentação ao vivo de DIO antes de sua morte meses depois vítima de câncer.

O show foi gravado no tradicional festival de Wacken na Alemanha em 2009 com o H&H como uma das atrações principais encerrando a turnê do álbum The Devil You Know que passou pelo Brasil com shows em SP e POA e que tive a felicidade de assistir no Credicard Hall. O repertório inclui, além de 3 faixas desse disco, Bible Black, Follow the Tears e Fear, clássicos como Mob Rules, Time Machine, Heaven and Hell e Neon Nights. O DVD anterior, Live at the Radio City Music Hall tem um set list mais completo, mesmo assim o show do Wacken não fica atrás, principalmente por trazer as músicas do disco novo.

Apesar de já um pouco debilitado pela doença, DIO não deixa transparecer o abatimento e faz o show com uma voz impecável e o carisma de sempre ao se relacionar com o público durante toda a apresentação. Geezer e Appice tocam a seção rítimica com maestria e muito peso enquanto Iommi desfila seus riffs e solos com uma competência cada vez mais impressionante.

Ao todo são 11 músicas que, pelas circunstâncias acabaram se tornando a despedida de um dos mestres do Metal e consequentemente da banda que não seguiria adiante após a perda do vocalista e tempos depois anunciaria seu retorno com Ozzy novamente sob o nome Black Sabbath. É o registro do fim de uma era que redefiniu o metal criado pela própria banda anos antes. Os 2 são vendidos separado, o DVD inclui ainda como extras as entrevistas dos membros do grupo ao apresentador Eddie Trunk do programa That Metal Show do canal a cabo VH1 e mensagens de despedida para DIO de Tony, Geezer e Vinnie. Recomendo a todos os fãs de Sabbath e de DIO, item obrigatório!

Lista de Músicas:

1.              Mob Rules
2.              Children of the Sea
3.              I
4.              Bible Black
5.              Time Machine
6.              Fear
7.              Falling on the Edge of the World
8.              Follow the Tears
9.              Die Young
10.           Heaven and Hell
11.           Neon Nights

Onde: Saraiva Shop. Ibirapuera
Quanto: R$34,90 (DVD) / R$19,90 (CD)

Capa do CD:

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CD – Legião Urbana - V


Está na hora de começarmos a falar de Rock Nacional aqui no Colecionarock. Vou começar com um disco um pouco antigo mas que é um dos meus preferidos, trata-se do V (cinco) da Legião Urbana. Lançado em 1991, esse disco é considerado pelos próprios integrantes como o “Dark Side of The Moon” da Legião, devido ao conceito do álbum e por ser um estilo mais psicodélico em relação aos 4 discos anteriores.

O disco abre com Love Song, uma melodia feita em cima de um texto clássico do séc. XIII que serve como introdução para o que vem a seguir. A épica Metal Contra as Nuvens alterna momentos leves e acústicos com riffs pesados e guitarras distorcidas, para mim uma das melhoras músicas de toda a carreira da banda. A Ordem dos Templários vem em seguida para dar uma quebrada no ritmo com uma instrumental bem suave para depois voltar à psicodelia em A Montanha Mágica.

O disco segue com O Teatro dos Vampiros, talvez a música com mais “cara de Legião” e que tocou muito nas rádios. Na sequência temos Sereníssima e Vento no Litoral uma balada bonita, porém meio triste que também ficou nas paradas de sucesso por um bom tempo assim como O Mundo Anda Tão Complicado. Fecham o disco a ótima L’âge D’or, uma faixa bem Rock n’ Roll para quebrar um pouco o ritmo mais lento das anteriores e Come Share My Life, uma instrumental bem arrastada que parece até música de ninar em alguns momentos.

Considero esse disco como o auge da Legião, que já estava emplacando sucessos desde Que País É Esse e que vinha de outro ótimo álbum, o Quatro Estações, mas em V eles criaram uma sonoridade nunca vista no Rock Nacional criando uma sequência de músicas que se encaixam perfeitamente uma com a outra, para mim uma obra-prima! Item obrigatório na coleção de qualquer um!

Lista de músicas:
01. Love Song
02. Metal Contra as Nuvens
03. A Ordem dos Templários
04. A Montanha Mágica
05. O Teatro dos Vampiros
06. Sereníssima
07. Vento no Litoral
08. O Mundo Anda Tão Complicado
09. L’âge D’ór
10. Come Share My Life

Onde: N/A
Quanto: N/A

Capa do CD: